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RENATE RASP, traducida del alemán por Anna Rossell

Renate Rasp nació en Berlín (Alemania) en 1935 y murió en Múnich en 2015.

 

 




 

LICHT FÄLLT AUF HELLIGKEIT


Wer hat das Kaninchen
an die Hand einer Frau gelegt ?
Brennender Baum war es
um den sich
Menschen gesammelt hatten.
Opfertisch war der Baum
für Kind.
Tanit rauschte über die Namen.
Laute in Karthago war
das lebendige Weihnachtsfest.
Weihnachtsmann am Lockenkopf.
Mehr nicht schreiben über ihn.
Rauch am Baum hatte weiße Füße.
Kaninchen mußte das Kind
an sein Fell führen.
Waren es nicht metallene Wächter,
die Rauch an See bringen sollten.
Kaninchen aber jetzt über der Wage.
Kinderwagen war es.
Kopf wird gesehen
und Haare über den Beinen.
Gast am nächsten Tag etwas älter.
Sah nicht die Mutter.

II

ihr Kind schon
als jüngere Frau.
Abschied nehmen
von einer Familie
die nicht gelebt hatte.
Himmel wölbte sich weiterhin
über karthagischer See.


 

LUZ CAE EN LA CLARIDAD 

 

¿Quién puso al conejo

junto a la mano de una mujer?

Fue árbol ardiente

alrededor del cual

se había reunido gente.

Altar de sacrificio era el árbol

para niño.

Tanit susurraba sobre los nombres.

Laúd en Cartago era

la concurrida fiesta navideña.

Papá Noel pegado a cabellera rizada.

No escribir más sobre él.

Humo junto al árbol tenía pies blancos.

El niño debía sacar conejo

atado de su piel.

Centinelas metálicos no eran,

los que debían llevar humo al mar.

Pero ahora conejo por encima de la balanza.

Era cochecito de niño.

Cabeza se ve

y vello por encima de las piernas.

Huésped al día siguiente un poco mayor.

No vio a la madre.



II


su hijo ya

de joven mujer.

Despedirse

de una familia

que no llegó a vivir.

Bóveda celeste seguía

sobre el mar de Cartago.





 

 

 

 

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EUGÉNIO DE ANDRADE, traducido del portugués por Alfredo Pérez Alencart

Eugénio de Andrade nació en Fundâo (Castelo Branco, Portugal) en 1923 y murió en Oporto en 2005.


ADEUS

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, 
e o que nos ficou não chega 
para afastar o frio de quatro paredes. 
Gastámos tudo menos o silêncio. 
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, 
gastámos as mãos à força de as apertarmos, 
gastámos o relógio e as pedras das esquinas 
em esperas inúteis. 

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. 
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; 
era como se todas as coisas fossem minhas: 
quanto mais te dava mais tinha para te dar. 

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. 
E eu acreditava. 
Acreditava, 
porque ao teu lado 
todas as coisas eram possíveis. 

Mas isso era no tempo dos segredos, 
era no tempo em que o teu corpo era um aquário, 
era no tempo em que os meus olhos 
eram realmente peixes verdes. 
Hoje são apenas os meus olhos. 
É pouco, mas é verdade, 
uns olhos como todos os outros. 

Já gastámos as palavras. 
Qua…

NATÉRCIA FREIRE, traducida del portugués por Alfredo Pérez Alencart

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COR
É preciso soltar o ritmo que me prende. Esta amarra de ferro à palavra e ao som. Emudecer, no espaço, o arco e a corrente E ser nesta varanda um pouco só de cor.
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É preciso soltar o ritmo das marés, Das estações, do Amor, dos signos e das águas, Os duendes das plantas, os génios dos rochedos Nos cabelos do Vento, as tranças de arvoredos.
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ALBANO MARTINS, traducido del portugués por Alfredo Pérez Alencart

Albano Martins nació en Fundâo (Portugal) en 1930 y murió en Vilanova de Gaia en 2018.

UMA CIDADE

Uma cidade pode ser apenas um rio, uma torre, uma ruacom  varandas de sal e gerânios de espuma. Pode ser um cacho de uvas numa garrafa, uma bandeira azul e branca, un cavalo de crinas de algodão, esporas de água e flancos de granito.                     Uma cidade pode ser o nome dum país, dum cais, um porto, um barco de andorinhas e gaivotas ancoradas na areia. E pode ser um arco-íris à janela, um manjerico de sol, un beijo de magnólias ao crepúsculo, um balão aceso numa noite de junho.
Uma cidade pode ser um coração, um punho.


UNA CIUDAD

Una ciudad puede ser
solo un río, una torre, una calle
con balcones de sal y geranios
de espuma. Puede
ser un racimo
de uvas en una botella, una bandera
azul y blanca, un caballo
de crines de algodón, esporas
de agua y lados 
de granito.
                    Una ciudad
puede ser el nombre
de un país, de un muelle, un puerto, un barco