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ANNA RITTER, traducida del alemán por Anna Rossell

Anna Ritter nació en Coburgo (Alemania) en 1865 y murió en Marburgo en 1921.


 
WAS AUCH...

Was auch die Andern von der Sonne sagen -
Ich lieb' den Sturm, denn königlich ist er!
Ein unermeßlich Reich liegt ihm zu Füßen,
Vor seinem Scepter beugt sich Land und Meer.
 
Den Wolkenmantel schlägt er um die Schultern
Drückt sich den Kornreif in sein flatternd Haar,
Dann breitet er die düstergrauen Schwingen,
Und vor ihm her fliegt sieg'sgewiß ein Aar.
 
Die Tanne neigt sich huldigend zur Erde,
Die Felsen zittern und die Woge flieht,
Die Menschen falten schreckensbleich die Hände,
Und durch die Lüfte braust ein Jubellied.
 
Sturm, Sturm, fahr nicht vorbei an meinem Fenster,
Die Arme breit ich aus in wilder Lust,
Denn ein Atom von deiner Königsseele
Wohnt glühend, fordernd auch in meiner Brust.


DIGAN DEL SOL...

Digan del sol otros lo que digan,
Yo amo la tempestad, pues ella es regia.
Un reino ilimitado sus pies pisan,
Su cetro acata la natura egregia.

Sus hombros arreboza con celaje,   
Por su cabello al viento la mies vierte,
Extiende sus alas por el gris paisaje,
Y el vuelo augusto del rapaz precede.

Los abetos se inclinan entregados,
Las peñas tiemblan, las olas irruyen,
Los humanos suplican aterrados,
Y en los aires un cántico rebulle.

No dejes mi ventana atrás, tormenta,
Mi abrazo apasionado te recibe,
Pues un átomo de tu regia esencia
Abrasa mi pecho y te persigue.




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EUGÉNIO DE ANDRADE, traducido del portugués por Alfredo Pérez Alencart

Eugénio de Andrade nació en Fundâo (Castelo Branco, Portugal) en 1923 y murió en Oporto en 2005.


ADEUS

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, 
e o que nos ficou não chega 
para afastar o frio de quatro paredes. 
Gastámos tudo menos o silêncio. 
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, 
gastámos as mãos à força de as apertarmos, 
gastámos o relógio e as pedras das esquinas 
em esperas inúteis. 

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. 
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; 
era como se todas as coisas fossem minhas: 
quanto mais te dava mais tinha para te dar. 

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. 
E eu acreditava. 
Acreditava, 
porque ao teu lado 
todas as coisas eram possíveis. 

Mas isso era no tempo dos segredos, 
era no tempo em que o teu corpo era um aquário, 
era no tempo em que os meus olhos 
eram realmente peixes verdes. 
Hoje são apenas os meus olhos. 
É pouco, mas é verdade, 
uns olhos como todos os outros. 

Já gastámos as palavras. 
Qua…

NATÉRCIA FREIRE, traducida del portugués por Alfredo Pérez Alencart

Natércia Freire nació en Benavente (Portugal) en 1919 y murió en Lisboa en 2004.



COR
É preciso soltar o ritmo que me prende. Esta amarra de ferro à palavra e ao som. Emudecer, no espaço, o arco e a corrente E ser nesta varanda um pouco só de cor.
Não saber se uma flor é mesmo uma criança. Se um muro de jardim é proa de navio. Se o monumento fala, se o monumento dança. Se esta menina cega é uma estátua de frio.
Um pássaro que voa pode ser um perfume. Uma vela no rio, um lenço no meu rosto. Na tarde de Fevereiro estar um dia de Outubro. Nos meus olhos de morta uma noite de Agosto.
É preciso soltar o ritmo das marés, Das estações, do Amor, dos signos e das águas, Os duendes das plantas, os génios dos rochedos Nos cabelos do Vento, as tranças de arvoredos.
Desordenai-me, luz!  Que nada mais dependa Das águas, das

ALBANO MARTINS, traducido del portugués por Alfredo Pérez Alencart

Albano Martins nació en Fundâo (Portugal) en 1930 y murió en Vilanova de Gaia en 2018.

UMA CIDADE

Uma cidade pode ser apenas um rio, uma torre, uma ruacom  varandas de sal e gerânios de espuma. Pode ser um cacho de uvas numa garrafa, uma bandeira azul e branca, un cavalo de crinas de algodão, esporas de água e flancos de granito.                     Uma cidade pode ser o nome dum país, dum cais, um porto, um barco de andorinhas e gaivotas ancoradas na areia. E pode ser um arco-íris à janela, um manjerico de sol, un beijo de magnólias ao crepúsculo, um balão aceso numa noite de junho.
Uma cidade pode ser um coração, um punho.


UNA CIUDAD

Una ciudad puede ser
solo un río, una torre, una calle
con balcones de sal y geranios
de espuma. Puede
ser un racimo
de uvas en una botella, una bandera
azul y blanca, un caballo
de crines de algodón, esporas
de agua y lados 
de granito.
                    Una ciudad
puede ser el nombre
de un país, de un muelle, un puerto, un barco