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NATÉRCIA FREIRE, traducida del portugués por Alfredo Pérez Alencart

Natércia Freire nació en Benavente (Portugal) en 1919 y murió en Lisboa en 2004. COR É preciso soltar o ritmo que me prende. Esta amarra de ferro à palavra e ao som. Emudecer, no espaço, o arco e a corrente E ser nesta varanda um pouco só de cor. Não saber se uma flor é mesmo uma criança. Se um muro de jardim é proa de navio. Se o monumento fala, se o monumento dança. Se esta menina cega é uma estátua de frio. Um pássaro que voa pode ser um perfume. Uma vela no rio, um lenço no meu rosto. Na tarde de Fevereiro estar um dia de Outubro. Nos meus olhos de morta uma noite de Agosto. É preciso soltar o ritmo das marés, Das estações, do Amor, dos signos e das águas, Os duendes das plantas, os génios dos rochedos Nos cabelos do Vento, as tranças de arvoredos. Desordenai-me, luz!  Que nada mais dependa Das águas, das marés, dos signos e do Amor. É preciso calar ...