Manuel de Castro nació en 1934 en Lisboa, donde murió en 1971. POEMA PARA UMA HERA o cansaço é um combate ao longo do mar a caminho da destruição com o cérebro desfeito em algas alimento dos peixes a espuma amarelada escorre da ponta dos dedos num alquímico gesto sábio meu pai é o pássaro cavernícola cujo olhar tem o sentido das bússolas subterrâneas e minha mãe cravejada de diamantes ali jaz candura tão inútil como un jornal diário definitiva e absurda como um crustáceo oco o universo percorre o périplo do meu corpo decapitado tal um rio onde crescem árvores e o amor povoa de círculos o ar em homenagem ao sacrifício transporto o sorriso dos monumentos que deslizam a sua solidão gastando a iluminação das cidades indiferentes e nobres procriando a nostalgia dos homens o culto do teu nome é a palavra insubstituível instrumento de morte para o amor na projecção incendiária da vida sem porquê movo-te entre o turismo débil ...
Grupo de traducción de poesía del español y al español creado y coordinado por CARLOS VITALE