Manoel de Barros nació en Cuiabá (Mato Grosso, Brasil) en 1916 y murió en Campo Grande (Mato Grosso del Sur) en 2014. O APANHADOR DE DESPERDÍCIOS Uso a palavra para compor meus silêncios. N ã o gosto das palavras Fatigadas de informar. Dou mais respeito ás que viven de barriga no ch ã o tipo água pedra sapo. Entendo bem o sotaque das águas. Dou respeito ás coisas desimportantes e aos seres desimportantes. Prezo insetos mais que avi õ es. Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis. Tenho em mim esse atraso de nascença. Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos. Tenho abundância de ser feliz por isso. Meu quintal é maior do que o mundo. Sou um apanhador de desperdícios: Amo os restos como as boas moscas. Quería que a minha voz tivesse um formato de canto. Porque eu n ão sou da informática: eu sou da invencionática. Só uso a palavra para compor meus silêncios. EL COSECHADOR DE DESPERDICIOS ...
Grupo de traducción de poesía del español y al español creado y coordinado por CARLOS VITALE