Luís Miguel Nava nació en Viseu (Portugal) en 1957 y murió en Bruselas de 1995. O TÍMPANO E A PUPILA Num dos pratos o mar, no outro um rio, agora que o tempo se desossa, que as pedras que piso se me enterram na memória e os caminhos se me aguçam na alma como lâminas, o pão molhado nas feridas, o pão ele próprio já também uma ferida, agora que o tempo, que já tanto compararam a um rio, mais não é do que uma leve exsudação nos muros, nas mãos, agora que o céu se encrespa e que pedaços de mundo arremessados com toda a força aos olhos revolteiam na treva antes de se extinguirem, mais magro do que a neve caminho, a alma aberta como uma ferida, ao longo da memória, onde se fundem o tímpano e a pupila. EL TÍMPANO Y LA PUPILA En uno de los platos el mar, en el otro un río, ahora que el tiempo se deshuesa, que las piedras que piso se me entierran en la memoria y los caminos se me estrechan en el alma como cuchillas, el pan mojado en las heridas, el pan él...
Grupo de traducción de poesía del español y al español creado y coordinado por CARLOS VITALE